Domingo, 05 de setembro de 2010.

Minha História com o Mastino Napoletano

Meu primeiro contato com o Mastino Napoletano ocorreu de maneira curiosa e casual em 1990. Recém chegado a Joinville, vindo de São Paulo, aluguei uma casa e adquiri um telefone na nova cidade. Alguns meses após a minha mudança recebi um telefonema de uma criadora de mastinos de Niterói, a Sra. Sheila Luchetti, do canil Vale das Colônias, dizendo que o filhote que eu havia reservado já estava em condições de ser enviado para Joinville. Eu respondi que não havia feito nenhuma reserva de filhote e que, provavelmente, deveria ter sido o antigo proprietário do telefone quem havia reservado o filhote. Mas, por curiosidade, durante o telefonema fui fazendo algumas perguntas sobre a raça, que até então desconhecia. As informações que a Sra. Sheila me passou me causaram uma boa e profunda impressão e, assim, acabei decidindo ficar com o filhote reservado. E não me arrependi da escolha. Adquiri uma fêmea cinza chamada Daiana, que embora distante da tipicidade atual dos mastinos nacionais, possuía um temperamento maravilhoso. E o amor pelos mastinos se firmou em meu coração. Daiana era uma cadela amorosa, paciente, excelente guarda e com instinto natural de proteção a crianças e outros filhotes. Minha filha Marcela, então com 2 anos de idade a utilizava como montaria e parceira de brincadeiras e Daiana jamais se irritou ou mostrou impaciência com as suas brincadeiras.

Tive também outros cães da raça boxer e poodle, mas, definitivamente, minha paixão eram os mastinos. Posteriormente, a Sra. Sheila me cedeu outro mastino, chamado Ícaro. Pretendia, na época, iniciar uma criação, mas por motivos pessoais, acabei tendo que mudar de residência, e na nova residência, não havia espaço físico adequado para a criação. E o sonho da criação ficou adormecido até outubro de 2006.

Em outubro de 2006 em visita ao Canil Della Campania, em São José SC, adquiri do Sr. Marcelo Dutra o filhote preto Don Rocco BR Della Campania, como presente de aniversário para meu filho André. Em Agosto de 2007 adquiri do amigo e criador Guilherme Arruda, proprietário do Canil Stella di Napole, de Brasília, o macho cinza Toro Stella di Napole Haleiwa. Algum tempo depois, em novembro de 2007, o Sr. Roosevelt, do Canil Piazza Mastino D’Itália de Goiânia, me cedeu a bela cadela Etna de Piazza Mastino D’Itália, filha de Gurion Florenza Beggiato e de Pandora de Piazza Mastino D'Italia (premiada como Best in Show da exposição especializada da raça em 2005, que teve como juiz o renomado Sr. Guido Vandoni, italiano, autor de livros e um dos ícones da criação mundial de mastinos). Logo em seguida, em visita ao Canil Karlakari, de Campinas, de propriedade do amigo Adevaldo Silva Moraes, adquiri a promissora cadela Aura di Karlakari, que possui em seu pedigree excelentes mastinos como Barone del Castellaccio, Tocco del Supremo e Bice del Gheno. E finalmente, em maio de 2008, adquiri do criador Eduardo Parreira, proprietário do Canil di Beggiato, a linda cadela Iara Florenza Beggiato, filha de Bradock Florenza e Gina di Mastin Jundiaí, a grande promessa de qualidade para nossa futura criação, completando assim meu grupo inicial de mastinos napoletanos.

Assim, com cães saudáveis, de boa tipicidade, com ascendentes reconhecidos entre os melhores do Brasil e oriundos de canis respeitados pela comunidade de criadores do Brasil, iniciamos nossa criação com o afixo Razzantica.

Cicero Prado Sampaio

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