O Mastino Napoletano é uma criatura por natureza leal, protetora, inteligente e inspiradora e a sua longa e rica história é intrigante e fascinante. Assegurar que ele seja cuidado e criado com respeito deve ser a nossa justa retribuição e o princípio básico de qualquer um que deseje envolver-se com esta raça maravilhosa.
Quando assumimos o papel de criador, devemos assumi-lo com humildade e respeito, tendo sempre em mente que estamos nos relacionando com seres vivos que possuem necessidades básicas de subsistência e necessidades afetivas. Assim, o criador, antes de tudo, deve lembrar que não está lidando com um objeto, como um escultor que esculpe uma pedra inanimada, mas sim com um ser vivo sensível, cujas origens remontam ao início da civilização humana, e que o respeito e amor a esses animais deve nortear todo o seu trabalho de criação e seleção.
O nosso trabalho de seleção do Mastino Napoletano está focado na obtenção de um equilíbrio harmonioso entre três aspectos: tipo, rusticidade (saúde) e função. Muitas vezes a busca obsessiva por hipertipismo, acaba sacrificando a saúde e a funcionalidade do animal.
O Mastino ideal, a nosso ver, deve ser um Mastino ágil e moderno, mas sem perder suas raízes com o passado, ou seja, mantendo seu tipo, sua expressividade característica e funcionalidade inconfundível. Ele deve ter um equilíbrio entre estes três aspectos, apresentando um marcante temperamento para a guarda, com expressão facial segura e atenta; deve ser musculoso e forte, com um volume adequado de cabeça e corpo (o mais próximo possível do padrão da raça), movendo-se com destreza e agilidade, tendo um rápido poder de reação, além de boa saúde, rusticidade e boa resistência física e imunológica.