Domingo, 05 de setembro de 2010.

Padrão Oficial da Raça

 
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses
Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 - Molossóides
2.1 - Tipo Mastife
               3
 
  NOMENCLATURA UTILIZADA NESTE PADRÃO
 
1 – Trufa
13 – Perna
25 – Braço
2 – Focinho
14 – Jarrete
26 – Ponta do esterno
3 – Stop
15 – Metatarso
27 – Ponta do ombro
4 – Crânio
16 – Patas
 
5 – Occipital
17 – Joelho
 
6 – Cernelha
18 – Linha inferior
a = profundidade do peito
7 – Dorso
19 – Cotovelo
 
8 – Lombo
20 – Linha do solo
b = altura do cotovelo
9 – Garupa
21 – Metacarpo
 
10 – Raiz da cauda
22 – Carpo
a + b =  altura do cão
11 – Ísquio
23 – Antebraço
 
12 – Coxa
24 – Nível do esterno na cernelha
 
 
PADRÃO FCI n° 197 de 10 de setembro de 1992
País de Origem: Itália.
 
Nome no país de Origem: Mastino Napoletano.
 
Utilização: Guarda e defesa. Sem prova de trabalho.
 
Aparência Geral: Grande, encorpado e volumoso, cujo comprimento do tronco é maior do que a altura na cernelha.
 
Proporções Importantes: O comprimento do tronco é 10% maior do que a altura na cernelha. A relação crânio-focinho é de 2 para 1.
 
Comportamento / Temperamento: Firme e leal; não é agressivo, nem morde sem razão; guardião da propriedade e de seus moradores, sempre vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
 
Cabeça: Curta e maciça, com um crânio largo na altura dos arcos zigomáticos. Seu comprimento é mais ou menos 3/10 da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e dobras, das quais, a mais típica e mais bem marcada vai desde o ângulo externo da pálpebra para baixo até o ângulo labial. O eixo superior longitudinal do crânio e do focinho é paralelo.
 
Região Craniana: O crânio é largo, plano, particularmente entre as orelhas, e, vista de frente, a cabeça é ligeiramente convexa em sua parte anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. As protuberâncias dos ossos frontais são bem desenvolvidas; o sulco frontal é marcado; a crista occipital é apenas visível.
 
Depressão naso-frontal (stop): Bem definida.
 
REGIÃO FACIAL
 
  • Trufa: Situada no prolongamento do focinho, não deve ser proeminente além da linha vertical dos lábios; deve ser volumosa, com narinas grandes e bem abertas. Sua pigmentação varia de acordo com a cor da pelagem: preta, nos cães pretos; cinza-amarronzado escuro em exemplares de outras cores e castanha para os de pelagem marrom.
  • Focinho: Bem largo e profundo; seu comprimento corresponde ao da face e deve ser igual a 1/3 do comprimento da cabeça. As faces laterais são paralelas (entre si), de maneira que, vista de frente, a forma do focinho é praticamente quadrada.
  • Lábios: Carnudos, espessos e cheios; vistos de frente, formam um "V" invertido no seu ponto de encontro. A linha inferior do focinho é formada pelo lábio superior; a parte mais baixa é o canto dos lábios, com visíveis membranas mucosas situadas na vertical do ângulo externo do olho.
  • Maxilares: Poderosos, com fortes ossos e arcos dentários que se unem perfeitamente. A mandíbula deve ser bem desenvolvida na sua largura.
  • Dentes: Brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Mordedura em tesoura ou torquês.
  • Olhos: Inseridos ligeiramente profundos e em uma linha frontal nivelada, bem separados um do outro; mais para redondos. Comparada com a cor da pelagem, a cor da íris é mais escura. Os olhos nunca poderão ser mais claros, nem em tons diluídos.
  • Orelhas: Pequenas em relação ao tamanho do cão, de forma triangular, inseridas acima do arco zigomático, são planas e rentes às bochechas. Quando elas são cortadas, têm a forma de um ângulo quase eqüilátero.
PESCOÇO
 
  • Perfil: O perfil superior é ligeiramente convexo.
  • Comprimento: Mais para curto, mede mais ou menos 2,8/10 da altura na cernelha.
  • Forma: De tronco cônico, bem musculoso. Na metade do comprimento, o perímetro é igual a mais ou menos 8/10 da altura na cernelha.
  • Pele: A parte inferior do pescoço é feita de muita pele solta que forma uma dupla barbela, bem separada, mas não exagerada. Começa no nível da mandíbula e não ultrapassa o meio do pescoço.
TRONCO (O comprimento do tronco excede em 10% a altura na cernelha).
 
  • Linha Superior: Reta; cernelha larga, longa e não muito proeminente.
  • Dorso: Largo e de comprimento em torno de 1/3 da altura na cernelha. A região lombar deve unir-se harmoniosamente ao dorso e os músculos são bem desenvolvidos em largura. A caixa torácica é ampla, com costelas longas e bem arqueadas. A circunferência do tórax é de aproximadamente 1/4 a mais que a altura na cernelha.
  • Garupa: Larga, forte e bem musculosa. Com angulação em torno de 30%. Seu comprimento é igual a 3/10 da altura na cernelha. As ancas são proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.
  • Peito: Largo e amplo com músculos peitorais bem desenvolvidos. Sua largura está diretamente relacionada com a do tórax e atinge os 40-45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no nível da articulação escápulo-umeral.
CAUDA: Larga e espessa em sua raiz; forte e afinando ligeiramente até a ponta. Em comprimento, ela alcança a articulação do jarrete, mas normalmente é cortada, preservando 2/3 de seu comprimento. Em repouso é portada pendente e curvada em forma de sabre; em ação, erguida horizontalmente ou ligeiramente mais alta que a linha do dorso.
 
MEMBROS
 
  • Anteriores: Em seu conjunto, os anteriores, do solo até a ponta do cotovelo, vistos de perfil e pela frente, são verticais, com uma forte estrutura óssea em proporção ao tamanho do cão.
  • Ombros: Seu comprimento é de aproximadamente 3/10 da altura na cernelha, com uma obliqüidade de 50° a 60° com a horizontal. Os músculos são bem desenvolvidos, longos e bem definidos. O ângulo da articulação escápulo-umeral é de 105° a 115°.
  • Braços: De comprimento em torno de 30% da altura na cernelha. Sua obliqüidade é de 55° a 60° com significante musculatura.
  • Cotovelos: Abundantemente cobertos por peles soltas; não tão próximos ao tronco.
  • Antebraços: Seu comprimento é aproximadamente o mesmo que o do braço. Colocados em uma perfeita posição vertical, sobre uma forte estrutura óssea, com músculos limpos e bem desenvolvidos.
  • Articulação do metacarpo: Largo, seco e sem nódulos, continuando a linha vertical do antebraço.
  • Metacarpos: Planos, continuando a linha vertical do antebraço. Sua inclinação, na horizontal para frente, é de mais ou menos 70° a 75°. Seu comprimento é igual a 1/6 do comprimento da perna do solo até o cotovelo.
  • Patas: Redondas, largas, dedos bem arqueados e bem unidos. As almofadas são magras, duras e bem pigmentadas. As unhas são fortes, curvadas e de cor escura.
  • Posteriores: Em seu conjunto, devem ser poderosos e fortes, em proporção ao tamanho do cão, capazes de assegurar a propulsão desejada em movimento.
  • Coxas: Em comprimento, medindo 1/3 da altura na cernelha, e sua obliqüidade na horizontal é de aproximadamente 60°. São largas, com músculos grossos, proeminentes e claramente definidos. Os ossos do fêmur e da coxa formam um ângulo de 90°.
  • Pernas: De comprimento ligeiramente inferior ao da coxa e de uma obliqüidade de 50° a 55°, com uma forte estrutura óssea e uma musculatura bem visível.
  • Joelhos: Angulação fêmuro-tibial em torno de 110° a 115°.
  • Articulação do jarrete: Muito longa em relação ao comprimento da perna. Seu comprimento é de aproximadamente 2,5/10 da altura na cernelha. A articulação tíbio-tarsiana forma um ângulo de 140° a 145°.
  • Jarretes: Fortes e magros; de forma quase cilíndrica, perfeitamente retos e paralelos; seu comprimento é aproximadamente 1/4 da altura na cernelha; eventuais ergôs devem ser removidos.
  • Patas posteriores: Menores que as anteriores, redondas, com dedos bem unidos. Almofadas secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, curvadas e de cor escura.
MOVIMENTAÇÃO: Constitui uma característica típica da raça. No passo, a movimentação é do tipo felina, com passadas lentas de leão, assemelhando-se à do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O cão raramente galopa, normalmente trota. O passo de camelo é tolerado.
 
PELE: Grossa, abundante e solta sobre todo o corpo, particularmente na cabeça, onde formam numerosas pregas e rugas, e na parte inferior do pescoço, onde forma uma dupla barbela.
 
PELAGEM:
 
  • Pêlo: curto, áspero, duro e denso, do mesmo comprimento sobre o corpo todo, uniformemente liso, fino e medindo, no máximo, 1,5 cm. Não deve mostrar nenhum traço de franjas.
  • Cor: As cores preferidas são: cinza, cinza chumbo e preto, mas também marrom, fulvo e fulvo avermelhado (corça vermelho), com algumas pequenas manchas brancas no peito e na ponta dos dedos. Todas essas cores podem ser tigradas; castanho, cinza pombo e tons de Isabela são tolerados.
TAMANHO/PESO
 
  • Altura na cernelha -     Machos: 65 - 75 cm.
                                            Fêmeas: 60 - 68 cm.
          Obs.: Uma tolerância de 2 cm para mais ou para menos é permitida.
  • Peso -          Machos: 60 - 70 Kg.
                             Fêmeas: 50 - 60 Kg.
 
FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
 
  • Faltas graves
          - Prognatismo inferior pronunciado;
          - Cauda alegre;
          - Tamanho acima ou abaixo dos limites permitidos.
  • Faltas desqualificantes
          - Prognatismo superior;
          - Acentuada convergência ou divergência dos eixos crânio-faciais;
          - Linha superior do focinho côncava, convexa ou aquilina;
          - Total despigmentação da trufa;
          - Olhos azuis;
          - Total despigmentação das pálpebras;
          - Estrabismo;
          - Ausência de rugas, dobras ou barbelas;
          - Ausência de cauda, seja congênita ou artificial;
          - Extensas manchas brancas;
          - Manchas brancas na cabeça.
 
NOTAS
 
  • Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
  • Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

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